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Biografia

Marcos Elias Traad da Silva, 62 anos, mais conhecido como Marcos Traad, zootecnista de profissão, Cidadão Honorário de Curitiba, casado com a pedagoga Márcia Seixas Mello Traad, servidora pública municipal, com quem teve seus dois filhos, Renata e Leonardo.

No início dos anos 1980, veio para o Paraná. Aqui desenvolveu a trajetória profissional em diferentes órgãos, tais como: pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), presidente da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), diretor do Departamento de Zoológico na prefeitura de Curitiba (onde criei o projeto de Defesa e Proteção dos Animais) e diretor-geral do Departamento de Trânsito do Paraná (DetranPR).

Possui Graduação em Zootecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1983), Mestrado em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal do Paraná (1996) e Doutorado em Processos Biotecnológicos Industriais pela Universidade Federal do Paraná (2005).

Começou a sua carreira no Paraná, em 1984. Foi contratado para trabalhar no Programa de Produção Animal, da Companhia Agropecuária de Fomento Econômico do Paraná (Cafe do Paraná). Três anos depois, em 1987, participou de processo seletivo para o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), tendo ingressado na carreira de pesquisador do instituto de pesquisa. Nas eleições estaduais de 1994, foi convidado a coordenar o plano de governo do candidato Jaime Lerner, tendo liderado uma equipe de quarenta colaboradores. Naquela ocasião, foram concebidos os projetos das Vilas Rurais, o Paraná 12 Meses (recursos depois negociados com o Banco Mundial) e as propostas de diversificação das pequenas propriedades rurais, entre outras, que possibilitaram à vitória de Lerner já no primeiro turno, em outubro de 1994. Esses projetos concebidos foram colocados em prática pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), nos dois mandatos do governador Lerner.

Em janeiro de 1995, assumiu a presidência da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar). A empresa possuía elevado conhecimento técnico nas áreas de mecanização agrícola e também na armazenagem de grãos – resultado da fusão da Companhia Paranaense de Silos e Armazéns (Copasa) com a Café do Paraná. Na sua gestão, promoveu um amplo processo de reestruturação da companhia, que foi executado em conjunto com os funcionários e a SEAB.

Nesse mesmo ano, passou a exercer a presidência da Associação Brasileira de Companhias  Armazenadoras Oficiais (ABCAO). Na entidade, desenvolveu uma parceria inédita com o Instituto de Alimentação da Universidade Estadual do Kansas (EUA). Neste contexto, dirigiu a equipe que trabalhou com os pesquisadores norte-americanos daquele Estado, que ainda é o maior produtor de trigo dos Estados Unidos. A intenção da parceria era iniciar um intercambio tecnológico, por meio de um convênio de cooperação internacional, para reduzir as perdas pós-colheita no Brasil, e melhorar a armazenagem dos grãos.

Ao mesmo tempo, assumiu, em 1995, a presidência da Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ). Inúmeras ações foram desenvolvidas pela categoria no país, entre as quais, a consolidação do Congresso Brasileiro de Zootecnia, o Zootec. Atualmente, o Zootec é um dos maiores eventos científicos da produção animal do Brasil (reúne milhares de profissionais e estudantes, principalmente das Ciências Agrárias). Além disso, trabalhou para elaborar e apresentar diversos projetos de lei a fim de criar o Conselho Federal e os dos Conselhos Regionais de Zootecnia; e, mais tarde, o cargo ou carreira profissional junto ao executivo municipal em Curitiba (2005).

No âmbito acadêmico e profissional, tem uma vasta produção intelectual. Entre publicações em anais de eventos, produções técnicas e artístico-culturais, artigos em jornais e revistas e livros, tem quase uma centena de trabalhos publicados, nos últimos 34 anos.

A sua carreira docente na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) iniciou-se em 1997. Naquela instituição, propôs uma série de medidas inovadoras para o ensino das Ciências Agrárias, em consonância com a atuação que sempre teve nas entidades associativas e sindicais ligadas à Zootecnia.
Tendo chegado à cadeira de Professor Titular, deixou a PUCPR no ano de 2015. Na sala de aula, compartilhou conhecimento e promoveu a formação de centenas de profissionais da Zootecnia, da Medicina Veterinária e da Engenharia Agronômica.

Em 2005, foi convidado pelo então prefeito Beto Richa, para dirigir o Departamento de Zoológico de Curitiba. Ao longo de seis anos (2005–2010), foi possível promover a total reestruturação daquele órgão, transformado a seguir em Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, com ênfase ao atendimento dos animais da cidade, nos ambientes do Passeio Público, no Zoológico e no Museu de História Natural do Capão da Imbuia.

Na sua gestão, criou o mais consistente projeto de Defesa e Proteção dos Animais do país, cuja crítica teve repercussão nacional, uma vez que as ações propostas passaram a ser institucionais e seguiram um cronograma de execução que até hoje está em andamento em Curitiba. Esta passagem na direção deste
departamento da prefeitura também se caracterizou pelo exercício de elaboração de projetos de lei para a Câmara de Vereadores, regulamentando e definindo critérios para o projeto da Rede de Defesa e Proteção dos Animais da cidade. Em 2011, recebeu o título de Cidadão Honorário de Curitiba.

Foi diretor-geral do Departamento de Trânsito do Paraná (DetranPR), entre 2011 e 2018. Em sua gestão, desenvolveu políticas e ações para realizar uma completa modernização do departamento. Nesse período (2015-2017), foi também presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), que reúne os dirigentes dos departamentos de trânsito dos 27 estados brasileiros e do distrito federal. Neste âmbito, desenvolveu estudos e adquiriu experiência para tratar de temas voltados à mobilidade, segurança viária, crescimento das cidades e logística.